sábado, 2 de julho de 2011

Civilização Bizantina

IMPÉRIO BIZANTINO
O Império Bizantino surgiu a partir de disputas internas pelo poder e invasões estrangeiras que abalaram o Império Romano resultando na sua divisão, e a parte do Império Romano do Oriente passou a ser chamada de Império Bizantino. 

A sede desse Império era Bizâncio, fundada pelo rei Bizas. Vários povos instalaram-se lá por causa da faixa de água que ligava a Ásia à Europa e o Mar Negro ao Mediterrâneo, que era um caminho importante de rotas comerciais.





Bizantino hoje significa velho, inútil, mas há 1100 anos atrás o Império não foi só o salvador da lei e da literatura, como foi quem acelerou o cristianismo e nos deu artesãos, construtores e artistas que iluminaram a Renascença. Tudo isso de acordo com as previsões do grande imperador Constantino, que entre os grandes charlatões da história que se qualificaram usando Grande, Constantino realmente o mereceu. Foram construídas novas estradas, casas, igrejas, muralhas e outras edificações, inaugurada mais tarde por Constantino, chamando-a de Nova Roma. Mas para o povo, a cidade era conhecida por Constantinopla em homenagem ao seu fundador. Logo depois voltou a ser chamada pelo seu nome grego, Bizâncio. E depois quando foi conquistada pelos turcos recebeu o nome de Istambul, que permanece até hoje.

 Nova Roma/Constantinopla
 Istambul


O ELEITO DE DEUS
O Governo de Constantino seria marcado por uma distinção, diferente dos seus antecessores, ele se aliaria a outro grande líder, seu nome era Jesus Cristo. O governo bizantino era considerado despótico e teocrático os imperados – conhecidos como Basileus- autonomeavam-se representantes de Deus na terra. Eram considerados sagrados e exerciam o poder absoluto em nome de Deus. O imperador tinha poderes ilimitados sobre quase todos os aspectos da vida social. Além disso, era visto por seus súditos como o "vigário de Deus" com autoridade religiosa equiparada a autoridade política.  

O ESPLENDOR DO IMPÉRIO BIZANTINO
Após a morte de Constantino, muitos outros imperadores marcaram o Império como Valens, Theodosius II, mas o auge do Império ocorreu durante o comando de Justiniano que conseguiu atravessar a Idade Média como um dos estados mais poderosos do Mediterrâneo. Justiniano chegou ao trono graças ao apoio do seu tio general Justino que havia se tornado imperador por meio de golpe militar. A mulher de Justiniano, Teodora, era quem determinava muitas decisões tomadas por ele.
            No poder, Justiniano preocupou-se com a codificação do Direito Romano. Nasceu assim o Corpus Juris Civilis, elaborado por uma comissão de juristas nomeados por Justiniano. Nesse monumento jurídico, toda a legislação romana foi revista, corrigidas as omissões e suprimidas as contradições. O jurista Triboniano dirigiu os trabalhos, que resultaram na edição de um Corpo de Direito, dividido em quatro partes: Digesto, Institutas, Novelas e Pandeclas. Essa obra sobreviveu ao Império Bizantino, servindo de base para quase todas as legislações modernas.

ECONOMIA DO IMPÉRIO BIZANTINO
A mais lucrativa atividade econômica do Império Bizantino era o comércio. A privilegiada localização de Constantinopla colaborou para o desenvolvimento comercial do império. Entre os mais importantes produtos comercializados podemos citar perfumes finos, tecidos de seda, porcelanas e peças de vidro. Esses artigos de luxo asiáticos eram comprados a peso de ouro pela população européia mais rica. O comércio contribuiu para que o Império Bizantino tivesse uma vida urbana movimentada. 
            Por meio dos seus funcionários, o governo bizantino controlava as atividades econômicas, supervisionando a qualidade e a quantidade da produção. As oficinas privadas de artesanato estavam distribuídas em corporações de ofícios. Essas corporações eram formadas por oficinas de artesanato de um mesmo ramo, como carpintaria, tecelagem ou sapataria. O próprio Estado bizantino era dono de negócios de pesca, metalurgia, armamento e tecelagem.
            Na agricultura, a maior parte da produção provinha das grandes propriedades agrárias (os latifúndios). Os principais donos eram os mosteiros e a nobreza fundiária (proprietária de terras), formada por militares que haviam recebido terras como recompensa por serviços prestados ao imperador. Quase todo o trabalho era feito pelos servos, que dependiam da terra para viver. Uma das maiores fragilidades da economia bizantina era sua limitada capacidade de produção agrícola. Mesmo com mais ou menos 90% da população vivendo no e do campo ainda havia escassez de abastecimento.

CULTURA DO IMPÉRIO BIZANTINO
·         Influência helenística;
Por ser próxima da Grécia, recebeu forte influência da cultura helenística, adotando o grego como sua segunda língua. Povos de diferentes etnias chegavam a todo o momento à Constantinopla, tornando-a um celeiro cultural.
·         Arquitetura;
A Arte expressou-se particularmente na edificação de igrejas, mosteiros e palácios, refletindo a sua subordinação à religião e ao Estado. Das construções civis (palácios, aquedutos etc.) quase nada restou, mas não ocorreu o mesmo com os templos, muitos dos quais sobreviveram até hoje. As igrejas bizantinas apresentavam construções de abóbadas múltiplas e formas variadas (planos quadrados, octogonais, em cruz grega etc), mas sua originalidade estava no emprego de cúpulas e na singeleza do exterior, contrastando com a suntuosidade da decoração interior, onde sobressaíam os mosaicos dos vitrais, paredes e tetos. A arquitetura bizantina reflete esse caráter autocrático hierárquico: nas basílicas bizantinas, havia uma preocupação muito grande em dividir o espaço interno, marcando nitidamente o lugar de cada membro. A introdução da cúpula arredondada intensificou ainda mais essa hierarquização do espaço, medida que “coroou” o altar onde o sacerdote oficializava a missa. O templo mais famoso é a Basílica de Santa Sofia, em Constantinopla, com monumental cúpula sobreposta a uma construção quadrada.
·         Mosaicos;
Uma das característica da arte bizantina são os mosaicos, que consistem em inúmeros pedaços de pedra e vidro coloridos, e recobertos por ouro em folha. Apresentavam figuras de animais, plantas, dos imperadores ou cenas bíblicas. Outra característica da arte bizantina foram os ícones, que são representações sacras pintadas sobre um painel de madeira.
·         Pintura;
A Pintura, essencialmente decorativa, manifestou-se em afrescos representando santos e anjos, os dirigentes etc., cujas figuras geralmente são estáticas com fisionomias que apresentam linhas de sofrimento, benevolência e misticismo.
·         Esculturas;
A Escultura foi igualmente decorativa. Baixos-relevos de construções, trabalhos em marfim (capas de livros, por exemplo) e ícones constituíram as formas mais desenvolvidas.
·         Literatura;
A atividade literária, realizada inicialmente em latim e depois em grego, teve uma produção rica em variedade, qualidade e quantidade. Escritos em prosa ou verso, os manuscritos freqüentemente eram ilustrados com iluminuras, em que os artistas davam asas à imaginação para a concretização da ilustração, ou subordinavam-se à rígida e severa orientação da Igreja.
·         Música e Dança;
A música tradicional bizantina está associada ao cântico sagrado medieval das Igrejas que seguiam o rito constantinopolitano. A música bizantina incluiu uma rica tradição de música instrumental da corte e dança. É composta de textos gregos para festas, cerimônias, ou músicas da Igreja. As danças aprovadas pela Igreja eram danças de grupo, normalmente procissões ou círculos em que os homens, separados das mulheres, realizavam solenes movimentos decoros no temor a Deus.
·         Legado;
As artes, código de leis, alfabeto cirílico, desenvolvimento do comércio marítimo, preservação das obras literárias dos antigos gregos e romanos.

SOCIEDADE DO IMPÉRIO BIZANTINO
A sociedade bizantina era fortemente hierarquizada. No topo da sociedade encontrava-se o imperador e sua família. Logo abaixo vinha a nobreza formada pelos assessores do rei. Abaixo destes estava o alto clero. A elite era composta por ricos fazendeiros, comerciantes e donos de oficinas artesanais. Uma camada média da sociedade era formada por pequenos agricultores, trabalhadores das oficinas de artesanato e baixo clero. As camadas pobres eram compostas pela maioria da população camponesa, servil e escrava.
·         Imperador e sua família;
·         Nobreza:
o   Assessores do rei;
·         Alto clero;
·         Elite:
o   Ricos fazendeiros, comerciantes e donos de oficinas artesanais;
·         Camada média:
o   Pequenos agricultores, trabalhadores das oficinas de artesanato e baixo clero;
·         Camada pobre:
o   Maioria da população camponesa, servil e escrava;





 COTIDIANO NA CIDADE DE CONSTANTINOPLA
·         As ruas de Constantinopla;
Conviviam ricos e pobres, sem que houvesse diferenciação de locais para a construção de moradias. Era comum existirem quarteirões residenciais elegantes rodeados por sobrados de madeira, ocupados por grupos médios ou ainda por pequenos casebres, pertencentes aos trabalhadores pobres.

·         As três grandes construções:
o   A Igreja de Santa Sofia;
Representava a religião. Como a religião era muito presente nos bizantinos, eles tinham o costume de ir a igreja, e na igreja também as crianças eram alfabetizadas. A Igreja de Santa Sofia é a mais famosa do Império.
o   Hipódromo;
Representava o povo. O Hipódromo era o local onde ocorriam as corridas de cavalos e de biga. Além de lugar de entretenimento, também era o centro da vida social e onde alianças e estratégias políticas eram traçadas.
o   Palácio Imperial;
Representava o poder do governo. Serviu como residência principal dos imperadores bizantinos, servindo como centro da administração imperial durante aproximadamente 800 anos.

·         O casamento;
O casamento dos nobres constituía um ato diplomático. Damas da sociedade eram enviadas a reinos estrangeiros distantes para desposar e “civilizar” nobres ricos e poderosos, ou seja, levar até ele a cultura helenística. A idade para casamento era fixada em doze anos para as meninas e catorze para os meninos. Alguns autores relatam que para o casamento de um imperador, o processo era diferente. Era tradição que um grupo de funcionários reais saísse à procura de uma noive por todo o território do Império. As candidatas deveriam ser muito bonitas, discretas e possuírem as medidas do busto, da cintura e dos pés de acordo com o gosto do rei.

·         Vestuário
Os bizantinos da classe alta vestiam túnicas bem decoradas. Tais túnicas eram feitas de seda e fiapos de ouro, e usavam pérolas e pedras preciosas como decorações. Pessoas de classes mais baixas vestiam túnicas simples. Os imperadores e pessoas da corte usavam também um tipo de manta sobre suas túnicas. Posteriormente, o imperador e a imperatriz passaram a usar um longo tecido em volta dos seus pescoços, como um cachecol, e nobres passaram a usar longas e firmes meia-calças. O tablion (pedaço de pano em forma de losango pregado sobre a roupa) na cor púrpura é outro sinal de que essas pessoas eram altos funcionários. Os sapatos brancos e pretos compunham o uniforme dos dignatários. Eram entregues pelo próprio imperador juntamente com o certificado de nomeação para o cargo. Pessoas de classes inferiores vestiam túnicas simples e mantos retangulares. Posterior e lentamente, tais foram substituídas por roupas feitas de acordo com as medidas de cada pessoa. A túnica das mulheres desenvolveu-se num vestido que era firmemente atado na parte superior do corpo. Os homens passaram a usar mangas por baixo de suas túnicas e meias. As mulheres ostentavam turbantes e chapéus pontudos, revestidos de peles de animais. Também apreciavam jóias e os cosméticos. Os homens usavam barba, sendo que muitos deles consideravam o ato de barbear-se um costume vulgar dos ocidentais.

·         Alimentação
O consumo de alimentos foi baseado em torno da classe social. O palácio imperial foi uma metrópole de temperos e receitas exóticas; convidados foram brindados com frutas, bolos de mel e doces xaroposos. A alimentação das pessoas comuns foi mais conservadora. A dieta principal era composta de pães, legumes, leguminosas, cereais preparados de formas variadas. Salada era muito popular. Produziam diversos tipos de queijo e faziam a famosa omelete. Eles também apreciavam mariscos e peixes, de água doce e água salgada. Cada família também mantinha um estoque de aves na copeira. Eles também consumiam outros tipos de carne que eles caçavam. Os cidadãos abatiam os suínos no inicio do inverno, e forneciam para suas famílias linguiça, carne de porco, sal e banha de porco para o ano. Apenas as classes mais abastadas comiam cordeiro. Eles raramente comiam bovinos por os utilizavam para cultivar os campos.

·         Os segmentos mais pobres vivam melhor que os de outras sociedades cristãs da época;
Mesmo as camadas mais humildes de Constantinopla eram servidas por água abundante e canalizada. A cidade despunha de banhos públicos, acessíveis para homens e mulheres em horários diferentes, e o governo e a igreja proporcionavam cuidados médicos e hospitalares para aqueles que não podiam pagar. 

RELIGIÃO
No Império Bizantino, o cristianismo era a religião oficial e obrigatória. A Igreja Cristã Ortodoxa exercia influência sobre diversos setores da sociedade, e a religião fundamentava o poder imperial. Ela absorvia, ainda, boa parte dos recursos econômicos e procurava estar presente no cotidiano das pessoas, do nascimento à morte.
A Igreja Ortodoxa resultou de um progressivo distanciamento da Igreja sediada em Roma. Conflitos de interesses políticos e econômicos entre o papado e o Estado bizantino, aliados ao aparecimento de correntes religiosas que questionavam pontos de doutrinas católicos e autoridade do papa, aprofundaram as diferenças entre a Igreja do Oriente e a Igreja de Roma.
O papa, estabelecido em Roma, resistia às tentativas de domínio do imperador bizantino, e os bizantinos não queriam aceitar o “bispo de Roma” como o chefe de todos os cristãos. Além disso, havia diferenças quanto à doutrina a as praticas religiosas. As divergências crescentes acabaram se transformando em discussões que deram margem ao surgimento de novas doutrinas declaradas heréticas pela Igreja estabelecida.
Uma das heresias de maior impacto foi o monofisismo, que se baseia na idéia Cristo possuía unicamente a natureza divina, em contraposição à teoria católica que admite a coexistência das naturezas humana e divina de Cristo. Outro fato considerado heresia pelos cristãos de Roma foi a ação dos iconoclastas, indivíduos que criticavam a idolatria ou a adoração de imagens religiosas.
O resultado dessas controvérsias foi a separação definitiva, em 1054, entre a Igreja sediada em Roma e a Igreja de Constantinopla. Essa divisão ficou conhecida como Cisma do Oriente e perdura até os dias de hoje.

EXPANSÃO TERRITORIAL
Na tentativa de reconstruir o antigo Império Romano, Justiniano empreendeu diversas guerras de conquista. Primeiro assegurou a paz com os Persas, tradicionais inimigos, e conteve o avanço Búlgaro nos Bálcãs. Depois iniciou guerras de conquista no Ocidente.


A reconquista da Península Itálica, dominada havia muito tempo pelos ostrogodos foi mais difícil. Justiniano teve que se impor por meio dos exércitos de Belisário e constituir o Exarcado (Governo militar que abrangia também funções civis) de Ravena, que se tornou a sede do domínio bizantino na Península Itálica. Depois os bizantinos conquistaram parte da Península Ibérica aos visigodos.
Os lombardos, povos germânicos que Justiniano tinha estabelecido na Panônia, ocuparam o norte da Península Itálica. Os territórios bizantinos da África e da Península Ibérica cairam nas mãos dos árabes que anexaram também o Egito, a Palestina, a Síria e a Mesopotâmia. Com isso o Império Bizantino ficou bastante reduzido.

A REVOLTA DE NIKA
Os gastos com as campanhas militares nas guerras de conquista obrigaram Justiniano a elevar os impostos. Esse fato fez explodir a Revolta de Nika (da palavra grega Nike, vitória) no hipódromo da cidade de Constantinopla. A revolta chegou a ameaçar o trono. A princípio, Justiniano os atendeu e a revolta foi controlada; mas logo depois um enfrentamento entre o governo e os revoltosos tornou-se violento. O imperador retirou-se para o palácio. Do hipódromo, o conflito ganhou as ruas da cidade e adquiriu caráter de rebelião contra o imperador. A primeira reação de Justiniano durante a revolta popular foi fugir de Bizâncio. Acredita-se que quem o impediu foi sua mulher, a imperatriz Teodora. A firmeza da Imperatriz e a intervenção do general Belisário salvaram Justiniano. Tropas imperiais foram reunidas para reprimir a revolta, que resultou na morte de quase 35 mil pessoas.
Veja alguns argumentos que ela teria utilizado para convencer o marido a não fugir de Bizâncio:
"Acho que agora mais do que nunca a fuga é desaconselhável, mesmo que traga segurança. Uma vez que nasce, é também inevitável que o homem tenha de morrer. Mas, para um imperador, tornar-se um fugitivo é uma coisa intolerável [...]. Se desejais fugir para um lugar seguro, Imperador, isto facilmente se faz [...]. Eis aí o mar, aqui estão os navios. Mas quanto a mim, fico com a velha máxima que diz que a realeza é uma excelente mortalha."

DECADÊNCIA DO IMPÉRIO BIZANTINO
A notícia da morte de Justiniano foi recebida com grande contentamento pela população de Constantinopla, cansada de seu autoritarismo e dos impostos excessivos. A ausência do imperador, entretanto, não pôs fim aos problemas. Árabes e Búlgaros intensificaram as tentativas de entrar no Império.
Os sucessores de Justiniano mostraram-se incapazes de sustentar sua herança. Além das dissensões religiosas, os conflitos políticos e os golpes palacianos dilaceravam o Império. As conquistas ocidentais foram aos poucos abandonadas. A corrupção administrativa grassava; o caos econômico ameaçava instalar-se.
Heráclio (610-641) foi o último grande imperador bizantino. Quando ascendeu ao poder, os persas haviam invadido a Síria, capturado Jerusalém e conquistado o Egito, comprometendo as rotas comerciais e as fontes de suprimentos dos bizantinos. Heráclio assumiu a ofensiva e retomou as áreas perdidas, empurrando o inimigo para trás do rio Eufrates.
Depois de Heráclio, o Império Bizantino iria viver uma longa agonia. No século VII, a expansão árabe sacudiu o Oriente Médio, com o pavilhão do Crescente submetendo as regiões compreendidas desde a Pérsia até ao Estreito de Gibraltar. A Palestina, a Síria e a África do Norte foram definitivamente perdidas. Enquanto isso, as migrações eslavas provocavam turbulências nos Bálcãs e os búlgaros estabeleceram-se ao sul do Danúbio.
Os séculos seguintes assistiram à luta de Constantinopla para sobreviver. Búlgaros, árabes, turcos seldjúcidas e mongóis encarniçaram-se contra o Império em crise, mas’ cuja capital ainda conservava uma incrível vitalidade econômica. Em 1204, os cavaleiros da Quarta Cruzada saquearam a cidade e fundaram um efêmero Império Latino do Oriente. Mas o Império Bizantino ainda conseguiu superar mais essa vicissitude, embora cada vez mais debilitado.
O fim veio em 1453, quando os turcos otomanos, dirigidos pelo sultão Maomé II, finalmente conquistaram a legendária Bizâncio. O último imperador, Constantino XII, pereceu enfrentando o inimigo. 

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